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Quando duas histórias decidem caminhar juntas

Há amores que começam como encontro. Um olhar que se cruza, uma conversa que se alonga sem pressa, um riso que fica. O encontro é sempre um presente — inesperado, gratuito, leve. Ele não pede promessas, não exige futuro. Apenas acontece.




Mas chega um momento em que o amor amadurece. E então ele deixa de ser apenas encontro para se tornar escolha.


Escolher é diferente de sentir.Sentir é espontâneo; escolher é consciente.Sentir acontece; escolher se repete todos os dias.


Quando duas histórias decidem caminhar juntas, algo profundo acontece: o amor passa a ter raízes. Já não é só aquilo que emociona, mas aquilo que sustenta. Não é apenas o que encanta, mas o que permanece quando o encanto silencia e a vida pede firmeza.


A cerimônia de casamento nasce exatamente nesse ponto da história. Ela não celebra o acaso do encontro — celebra a coragem da escolha. Celebra o “sim” que conhece limites, imperfeições e fragilidades, e ainda assim decide ficar. É o momento em que duas pessoas dizem, em voz alta, aquilo que o coração já sabe: não caminharei mais sozinho.


Nesse instante, o amor se transforma em promessa.Promessa não de ausência de dificuldades, mas de presença.Promessa não de perfeição, mas de cuidado.Promessa de aprender a caminhar no mesmo ritmo, mesmo quando os passos forem diferentes.


Caminhar juntos não significa perder a própria história. Pelo contrário. Significa permitir que duas narrativas se encontrem, se escutem e se respeitem. Duas histórias que não se anulam, mas se entrelaçam. Como páginas distintas que passam a compor um mesmo livro.

A cerimônia é esse lugar simbólico onde o tempo desacelera. Onde o mundo faz silêncio para assistir a algo simples e, ao mesmo tempo, sagrado: duas pessoas assumindo publicamente que o amor que sentem merece cuidado, palavra e memória.


Ali, diante de quem testemunha — amigos, família, o mistério da vida e de Deus — o amor deixa de ser apenas sentimento e se torna caminho partilhado. Um caminho que será feito de dias luminosos e outros nublados, mas sempre sustentado pela decisão inicial: caminhar juntos.


Porque amar, no fim das contas, é isso:não apenas encontrar alguém,mas decidir, todos os dias, continuar a caminhada ao seu lado.


E quando duas histórias fazem essa escolha, o amor deixa de ser apenas instante.Ele se torna história.

 
 
 

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